← Cultura

Artesanato em Palha Apiaí 
Associações

Artesanato em Palha Apiaí 

Apiaí — SP

“Fui o angú pesado e constante do escravo na exaustão do eito.

Mostrar contatos

Preferência: preferencialmente via Whatsapp

Endereço: Sítio · Bom Retiro · CEP 18320-000

Sobre as criações

“Fui o angú pesado e constante do escravo na exaustão do eito. Sou a farinha econômica do proletário. Sou a polenta do imigrante e a miga dos que começam a vida em terra estranha. Sou apenas a fartura generosa e despreocupada dos paióis. Sou o canto festivo dos galos na glória do dia que amanhece. Sou o carcarejo alegre das poedeiras à volta dos seus ninhos. Sou a pobreza vegetal, agradecida a Vós, Senhor, que me fizeste necessária e humilde Sou o milho.” 

O artesanato em fibras vegetais é considerado uma das mais expressivas tipologias (ao lado da cerâmica e do entalhe em madeira) do artesanato típico paulista. O milho está entre as matérias primas mais presentes nos trabalhos de trançado e cestaria do Estado, e pesquisas indicam que as sementes chegaram em terras paulistanas pelo Caminho do Peabiru (nome de origem tupi), trajeto percorrido pelos Incas em direção do Brasil, no qual o Vale do Ribeira fez parte, muito antes da invasão colonial. Na sua origem, o ofício se destinava a atender fins utilitários e a permitir manifestações culturais e religiosas do cotidiano. Tecer e trançar fibras vegetais e plantas têxteis para a produção de objetos utilitários, lúdicos e estéticos parece ser instintivo para os habitantes da Terra dos Bandeirantes. 

Neste grupo que preserva o ofício em Apiaí, cestos, cachepots, fruteiras, souplats e vasos são as principais peças em palha de milho produzidas, que encantam os olhos com seu trançado de geometria alegre e cores vibrantes.  

Sobre quem cria

As irmãs Zuleide e Suzana, ao lado da mãe Donatilia, são as mulheres que criam em família as peças com a palha de milho. Quem as ensinou o ofício foi a avó, que aprendeu em meados dos anos 60. Apesar de ser um grupo pequeno e familiar, são bem organizadas e conseguem produzir cerca de 50 peças por mês.  

“Fui o angú pesado e constante do escravo na exaustão do eito. Sou a farinha econômica do proletário. Sou a polenta do imigrante e a miga dos que começam a vida em terra estranha. Sou apenas a fartura generosa e despreocupada dos paióis. Sou o canto festivo dos galos na glória do dia que amanhece. Sou o carcarejo alegre das poedeiras à volta dos seus ninhos. Sou a pobreza vegetal, agradecida a Vós, Senhor, que me fizeste necessária e humilde Sou o milho.” cora coralina”

— Artesanato em Palha Apiaí 

Localização

📍 Apiaí / SP

Buscar no Google Maps ↗

Galeria

Crédito da foto: Sabrina Andrade

Membros relacionados