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Associação das Artesãs do Pontal do Coruripe
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Associação das Artesãs do Pontal do Coruripe

Coruripe — AL

Seu trançadobrinca com as cores do mare das Alagoas tão cheias de cornas noites iluminadas a luz do luar faz pousar desenhosnos ares do Pontalcor de palha, textura de linho, som de espuma, saudades de mais…

A técnica do trançado ganha formas e cores muito especiais com o trabalho das artesãs de Coruripe com a palha de Ouricuri, palmeira nativa da caatinga. As mulheres produzem grande variedade de objetos com a palha, desde cestaria e utensílios de cozinha, até peças decorati

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Sobre as criações

Seu trançadobrinca com as cores do mare das Alagoas tão cheias de cornas noites iluminadas a luz do luar faz pousar desenhosnos ares do Pontalcor de palha, textura de linho, som de espuma, saudades de mais…

A técnica do trançado ganha formas e cores muito especiais com o trabalho das artesãs de Coruripe com a palha de Ouricuri, palmeira nativa da caatinga. As mulheres produzem grande variedade de objetos com a palha, desde cestaria e utensílios de cozinha, até peças decorativas, como mandalas e luminárias. O tingimento da palha também é feito pelas artesãs. A tradição do trançado com essa palha foi passada às mulheres quando ainda crianças. Assim, entre as brincadeiras e os estudos, o dia-a-dias das das crianças, que hoje são artesãs, foi sendo colorido com o fazer dos trançados.

Exemplo de manejo de matérias-primas renováveis com o saber tradicional, o processo de produção possibilita o desenvolvimento sustentável que gera renda para a comunidade. O artesanato com a palha de Ouricuri garante o cuidado com o ecossistema local que pode ser facilmente degradado com práticas exploratórias. Assim, o trabalho das artesãs de Coruripe é primordial para o meio ambiente e para as futuras gerações.

“Seu trançadobrinca com as cores do mare das Alagoas tão cheias de cornas noites iluminadas a luz do luar faz pousar desenhosnos ares do Pontalcor de palha, textura de linho, som de espuma, saudades de mais…Raquel Lara Rezende”

— Associação das Artesãs do Pontal do Coruripe

Sobre o território

A palha de Ouricuri é trançada no balanço das ondas de Pontal do Coruripe, no município de Coruripe, nome também do rio que deságua no oceano Atlântico. Coruripe é uma palavra indígena da etinia Kaeté. Tratava-se de uma etnia bem numerosa de valentes navegantes que vivia na margem esquerda do Rio São Francisco.

A história do estado de Alagoas anda de mãos dadas com a história da invasão do Brasil pelos portugueses. E Coruripe é conhecida por um episódio que dizem ter desencadeado um grande massacre do povo Kaeté. Conta-se que em 1556, o navio que levava o bispo dom Pero Fernandes Sardinha para Portugal naufragou de frente para a enseada, conhecida hoje como pontal do Coruripe. O bispo teria sido morto e devorado pelos kaetés que eram uma etnia antropófoga. Em retaliação, os portugueses fizeram uma expedição guerreira que dizimou a tribo, escravizando os poucos sobreviventes. Após esse triste episódio, outras etnias sofreram com a guerra de extermínio, como os kariris, potiguaras, xocós, abacatiaras, vouvés, romaris, entre tantas outras.

Mesmo com o esforço genocida e etnocida, as heranças indígenas seguem vivas nos fazeres e saberes de muitos moradores, como no trançado, e na alimentação à base principalmente de mandioca. O estado de Alagoas conta também com a presença marcante de comunidades de remanescentes quilombolas, protagonistas de histórias de resistência, luta e esperança frente à escravidão do regime açucareiro, central na economia alagoana durante a colonização.

Em Coruripe o açúcar também foi muito presente, entretanto hoje o município também é conhecido pela beleza singular de suas praias e lagoas, entre elas Pontal de Coruripe, o que tem atraído cada vez mais turistas. A cidade ainda conta com o encanto das festas tradicionais de de Bom Jesus dos Navegantes, da padroeira Nossa Senhora da Conceição e de São Sebastião, além do Festival do Côco.

Localização

📍 Coruripe / AL

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Crédito da foto: Michel Rios

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