“Taboa no brejo canta:Vem me colher, linda sereia de pernas!Que em suas mãos outras belezas me esperam!”
É com a taboa, capim que nasce em áreas alagadas, que as artesãs de Feliz Deserto produzem pufes, bolsas, tapetes, cestos e outros objetos de decoração. O manejo da taboa é sustentável, pois após o corte o capim brota e cresce com rapidez. Depois de cortarem o capim, as artesãs o secam, dividem em partes menores, procedimento que se chama ripagem, para então poderem tranç
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Sobre as criações
É com a taboa, capim que nasce em áreas alagadas, que as artesãs de Feliz Deserto produzem pufes, bolsas, tapetes, cestos e outros objetos de decoração. O manejo da taboa é sustentável, pois após o corte o capim brota e cresce com rapidez. Depois de cortarem o capim, as artesãs o secam, dividem em partes menores, procedimento que se chama ripagem, para então poderem trança-lo. Por último, as peças são montadas e costuradas.
Sobre quem cria
“Taboa no brejo canta:Vem me colher, linda sereia de pernas!Que em suas mãos outras belezas me esperam!”RAQUEL LARA REZENDE”
Sobre o território
A Taboa é planta encontrada na beira de rios e lagoas, em grande quantidade, formando o taboal de até quatro metros de altura. Sua palha por muito tempo foi a matéria com a qual comunidades ribeirinhas faziam suas camas, travesseiros, cadeiras, o que a deixou conhecida como “cama do pobre”. O uso da taboa e do junco hoje, para além de sua importância cultural e patrimonial, tem sido destacado como estratégia para abrandar dos processos erosivos que sobrecarregam os rios, como o rio São Francisco, cuja foz se encontra próxima à Feliz Deserto.
A história do estado de Alagoas anda de mãos dadas com a história da invasão do território chamado depois de Brasil, pelos portugueses. A região era habitada pelos Kaetés, alvo de muitas ações genocidas empreendidas pelos portugueses visando tomar posse das terras. A comercialização do pau-brasil, árvore nativa da Mata Atlântica se somou ao ímpeto lusitano de avançar para o interior do território.
Mesmo com o esforço genocida e etnocida, as heranças indígenas seguem vivas nos fazeres e saberes de muitos moradores, como no trançado, e na alimentação à base principalmente de mandioca. O estado de Alagoas conta também com a presença marcante de comunidades de remanescentes quilombolas, protagonistas de histórias de resistência, luta e esperança frente à escravidão do regime açucareiro, central na economia alagoana durante a colonização.
Localização
📍 Feliz Deserto / AL
Crédito da foto: Michel Rios