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AAMOM – Associação de Auxílio Mútuo dos Oleiros de Maragogipinho
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AAMOM – Associação de Auxílio Mútuo dos Oleiros de Maragogipinho

Maragogipinho — BA

Falar de nossa arte é mexer com o coração  Dizer a sua história com muita emoção.

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Endereço: Praça da Matriz, s/n, Maragogipinho – Centro, · CEP 44495-000

Sobre as criações

Falar de nossa arte é mexer com o coração  Dizer a sua história com muita emoção.  Nas mãos de seus artistas oleiros  Existem muitas e muitas criações  Paisagens, figuras e coração.  Há séculos, passando de geração a geração.

Ainda que matéria inerte, o barro é na relação com quem o molda, agente transformador. Contém em sua disforme massa a origem mitológica da vida. A materialização proposta na técnica ancestral aprendida por oleiros em Maragogipinho é o que institui a profunda relação dos habitantes com o território.

Após a coleta do barro em jazidas da região, a massa é pisada e preparada para a fabricação das peças. A escolha da técnica de modelagem depende do tipo de peça a ser fabricada, pode ser realizada à mão, com uso do torno ou moldagem (utilização de formas previamente moldadas). Tais técnicas registram o contato e troca entre povos indígenas, escravizados e portugueses.

Enquanto o processo de extração da matéria prima, tratamento, modelagem e queima são atribuídos aos homens, o acabamento das peças é tarefa das mulheres.

Sobre quem cria

É no território carregado de história onde institui-se, em 1988, a Associação de Auxílio Mútuo dos Oleiros de Maragogipinho, a AAMOM. Como o próprio nome sugere, é através da união entre todos os envolvidos na cadeia produtiva do grande polo cerâmico, que se intenciona fazer-se mais forte. O ofício ancestral, passado de geração em geração, é reconhecido não só como fonte de renda, mas também por seu potencial cultural. Isso porque é no cotidiano do trabalho que o artesão se reconhece como sujeito de uma história em constante formação.

O papel individual é reforçado pela união do grupo composto por mais de duzentos associados, sendo cinquenta deles ativos. São homens e mulheres com idades entre 24 e 85 anos que dividem-se nas tarefas e produzem peças das mais diversas, desde objetos utilitários como panelas e moringas, à obras decorativas e imagens sacras.

“Falar de nossa arte é mexer com o coração  Dizer a sua história com muita emoção.  Nas mãos de seus artistas oleiros  Existem muitas e muitas criações  Paisagens, figuras e coração.  Há séculos, passando de geração a geração.Cordel de Maria Cristina Sales Leão”

— AAMOM – Associação de Auxílio Mútuo dos Oleiros de Maragogipinho

Sobre o território

Na região do Recôncavo Baiano encontra-se o distrito de Maragogipinho, pertencente à cidade de Aratuípe. O território é reconhecido por suas olarias e mais de 80% da população, de pouco mais de 3.000 habitantes, ocupa-se primordialmente do ofício de oleiro que configura-se como sendo a principal fonte de renda. Às margens do Rio Jaguaripe espalham-se dezenas de olarias, configurando o maior centro cerâmico da América Latina.

As olarias de Maragogipinho possuem uma estrutura muito particular, que remete à herança ameríndia. As paredes são madeiras em estado bruto alinhadas com espaço entre elas, cobertas com palha de piaçava. O telhado é fechado com telhas de barro ou amianto, sendo o segundo mais raro. Consequência dos vãos entre cada estaca é um espaço arejado e com iluminação natural; o ar que circula auxilia na secagem das peças, que leva de dois a cinco dias, dependendo do clima.

Localização

📍 Praça da Matriz s/n Centro · Maragogipinho/BA · CEP 44495-000

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Galeria

Crédito da foto: Helena Kussik

Conteúdo originalmente publicado em Rede Artesol ↗.

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