Difícil datar uma origem para o artesanato indígena Sateré Mawé.
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Sobre as criações
Difícil datar uma origem para o artesanato indígena Sateré Mawé. Desde tempos imemoriais, os povos originários da Amazônia criam objetos com elementos naturais. Viventes da fonte e moradores da floresta, ainda que sob os duros impactos do contato desenvolvimentista recente, são extremamente conectados com a natureza e revelam essa essência em seu artesanato.
Não mais somente pela manutenção da identidade, mas as mulheres Sateré Mawé também seguem repassando seus ofícios como ferramenta de luta econômica e social. É através do artesanato que elas alcançam novos lugares na sociedade pela reivindicação de seus direitos humanos.
Hoje, os principais produtos criados são o que chamam de adornos: colares, brincos e pulseiras confeccionados com penas e sementes locais. Os adornos são uma espécie de amuleto de proteção para o corpo e espírito. “Quando as sementes quebram é porque já atraiu muita energia negativa, esse é o maior valor que eles tem para nós. Desde quando as crianças nascem elas vestem sementes para não adoecer. Eu tenho 4 filhos, todos criados, e o artesanato também é um meio de conseguir sobreviver na cidade estando perto dos filhos” – conta Regina, liderança da Associação e moradora de Manaus.
Morototó, tento, umburana, lágrima de nossa senhora, tucumã, murumuru, inajá e açaí são algumas das sementes da Amazônia que são coletadas e beneficiadas pelas artesãs das aldeias, e vendidas para as artesãs da cidade, para confecção das peças.
Não mais somente pela manutenção da identidade, mas as mulheres Sateré Mawé também seguem repassando seus ofícios como ferramenta de luta econômica e social. É através do artesanato que elas alcançam novos lugares na sociedade pela reivindicação de seus direitos humanos.
Hoje, os principais produtos criados são o que chamam de adornos: colares, brincos e pulseiras confeccionados com penas e sementes locais. Os adornos são uma espécie de amuleto de proteção para o corpo e espírito. “Quando as sementes quebram é porque já atraiu muita energia negativa, esse é o maior valor que eles tem para nós. Desde quando as crianças nascem elas vestem sementes para não adoecer. Eu tenho 4 filhos, todos criados, e o artesanato também é um meio de conseguir sobreviver na cidade estando perto dos filhos” – conta Regina, liderança da Associação e moradora de Manaus.
Morototó, tento, umburana, lágrima de nossa senhora, tucumã, murumuru, inajá e açaí são algumas das sementes da Amazônia que são coletadas e beneficiadas pelas artesãs das aldeias, e vendidas para as artesãs da cidade, para confecção das peças.
Sobre quem cria
AMISM é uma Associação Indígena, fundada em 1996 pela matriarca Zenilda Vilacio, mais conhecida como “Mana Amism” ou “Dona Amism”. Zenilda migrou da Terra Indígena Andirá Marau para Manaus trazida pelo antigo SPI, atual FUNAI. Após o falecimento de seu pai, e em processo de divórcio, Zenilda sentiu dificuldade na aldeia, em relação às atividades de subsistência, caça e pesca, então migraram na esperança de conseguir alguma oportunidade para si e suas 7 filhas, entre crianças, jovens e adultas. Mas a realidade foi dura, passaram muita dificuldade econômica, sofreram diversas violências, preconceitos e violações de direitos. Na capital, se tornou doméstica e seus irmãos, garis. Apagaram sua cultura, se afastaram de sua língua, perderam a identidade e parte da dignidade. Então, ao lado de outras mulheres, se organizaram em Associação. A AMISM nasceu e por anos lutou pelos direitos Sateré Mawé, com o artesanato como carro-chefe da luta.
Sobre o território
Os Sateré Mawé são um povo originário da região do Médio Rio Amazonas. Suas aldeias estão da Terra Indígena Andirá-Marau, ao longo dos rios Andirá (no município de Barreirinha) e Marau (no município de Maués). Há também comunidades na zona urbana e rural de Manaus. A terra indígena também abrange o município de Parintins, no Amazonas, e Aveiro e Itaituba, no Pará.
Inventores da cultura do guaraná, os Sateré-Mawé domesticaram a trepadeira silvestre e criaram o processo de beneficiamento da planta, possibilitando que hoje o guaraná seja conhecido e consumido no mundo inteiro.
Inventores da cultura do guaraná, os Sateré-Mawé domesticaram a trepadeira silvestre e criaram o processo de beneficiamento da planta, possibilitando que hoje o guaraná seja conhecido e consumido no mundo inteiro.
Localização
📍 AM · Manaus/AM
Galeria
Crédito da foto: Laryssa Gaynett
Conteúdo originalmente publicado em Rede Artesol ↗.