“O sertão vai virar mare o mar vai virar sertão”
A associação trabalha com duas técnicas principais que encontram-se e complementam-se: a de esculpir galhos de madeira de umburana e o trançado que é feito com a fibra de Licuri. O trabalho com a fibra de licuri se iniciou com a confecção de objetos de função utilitária como esteiras, cestas, vassouras e chapéus. Hoje já se pode encontrar produtos variados, como porta-objetos, caixas, porta-jóias, balaios, bolsas, bandejas, jo
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Endereço: Povoado Morada Velha – Zona Rural, · CEP 48570-000
Sobre as criações
A associação trabalha com duas técnicas principais que encontram-se e complementam-se: a de esculpir galhos de madeira de umburana e o trançado que é feito com a fibra de Licuri. O trabalho com a fibra de licuri se iniciou com a confecção de objetos de função utilitária como esteiras, cestas, vassouras e chapéus. Hoje já se pode encontrar produtos variados, como porta-objetos, caixas, porta-jóias, balaios, bolsas, bandejas, jogo de mesa, bancos e produtos de decoração.
Da madeira de umburana, nascem pássaros diversos, muito presentes na caatinga, como galo de campina, canário, nambú, arara, coruja, carcará e tucano, além de imagens sacras e outras figuras representativas do cotidiano sertanejo. No galpão da Associação, construído no ano de 2008, os troncos de umburana espalham-se pelo chão, desfazendo-se em serragem e sendo recriados em pássaros pelas habilidosas mãos dos artesãos. O íntimo contato com a natureza que os rodeia é o que os inspira para novas formas.
Sobre quem cria
A madeira de umburana utilizada nas esculturas precisa estar seca e, por isso, como contam os artesãos, morta há vários anos. Dessa forma buscam nos terrenos vizinhos troncos caídos, abandonados, madeira já trabalhada pelas adversidades climáticas do semiárido. “Nem os cupins querem mais essa madeira tão velha, é essa que serve” – conta Zé de Rita.
A coleta do licuri é feita com a ajuda de foice, facão ou faca. A palha precisa ser coletada pela manhã bem cedo e recolhida para ser preparada à noite, quando está macia, para que não fique ressecada. Após a separação e secagem da fibra, inicia-se o processo de tingimento com corantes naturais provenientes da fauna local. Pau ferro, anil, algodão, pele da castanha de caju, genipapo, açafrão e urucum integram a crescente lista de plantas escolhidas para criar uma cartela de cores harmoniosa e inspiradora.
“O sertão vai virar mare o mar vai virar sertão”Antônio Conselheiro”
Localização
📍 Santa Brigida / BA
Galeria
Crédito da foto: Helena Kussik