“Nosso artesanato é uma cultura muito antiga que minhas avós aprenderam com suas mães, passaram pras suas filhas e que eu aprendi com minha mãe e que já passei pras minhas filhas e já estou querendo passar pros meus netos.
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Sobre as criações
“Nosso artesanato é uma cultura muito antiga que minhas avós aprenderam com suas mães, passaram pras suas filhas e que eu aprendi com minha mãe e que já passei pras minhas filhas e já estou querendo passar pros meus netos. Então pra mim é uma tradição muito importante que não pode acabar”, afirma Anísia.
Sobre quem cria
“Nosso artesanato é uma cultura muito antiga que minhas avós aprenderam com suas mães, passaram pras suas filhas e que eu aprendi com minha mãe, já passei pras minhas filhas e estou querendo passar pros meus netos. Então pra mim é uma tradição muito importante que não pode acabar”
Anísia Lima de Sousa
A modelagem do barro para Anísia Lima de Sousa começou como brincadeira, quando aos 8 anos de idade, ficava ao redor de sua mãe ceramista, fazendo suas primeiras peças. Filha de lavradores, desde criança Anísia acompanhava o pai de manhã cedo e a tarde nos arrozais, para espantar os bichos e proteger o roçado.
Aos finais de semana ia com a mãe até a feira de Capelinha, município próximo, para vender o artesanato. Saíam por volta de 2 horas da madrugada, pois não havia estradas na comunidade e precisavam caminhar até o ponto onde seguiam viagem na carroceria de um caminhão.
A família vivia da lavoura e o que não plantavam, compravam com o dinheiro do artesanato. Anísia se casou e seguiu trabalhando no roçado e com o artesanato. Com 3 filhos para criar, o esposo decidiu buscar trabalho fora e chegava a ficar um ano longe da família. Anísia seguia em Campo Alegre, cuidando da roça, dos filhos e do artesanato. Hoje, o esposo não precisa mais ir buscar trabalho fora e Anísia segue trabalhando com a lavoura e o artesanato. Passou seu conhecimento para as filhas que também a ajudam.
Anísia Lima de Sousa
A modelagem do barro para Anísia Lima de Sousa começou como brincadeira, quando aos 8 anos de idade, ficava ao redor de sua mãe ceramista, fazendo suas primeiras peças. Filha de lavradores, desde criança Anísia acompanhava o pai de manhã cedo e a tarde nos arrozais, para espantar os bichos e proteger o roçado.
Aos finais de semana ia com a mãe até a feira de Capelinha, município próximo, para vender o artesanato. Saíam por volta de 2 horas da madrugada, pois não havia estradas na comunidade e precisavam caminhar até o ponto onde seguiam viagem na carroceria de um caminhão.
A família vivia da lavoura e o que não plantavam, compravam com o dinheiro do artesanato. Anísia se casou e seguiu trabalhando no roçado e com o artesanato. Com 3 filhos para criar, o esposo decidiu buscar trabalho fora e chegava a ficar um ano longe da família. Anísia seguia em Campo Alegre, cuidando da roça, dos filhos e do artesanato. Hoje, o esposo não precisa mais ir buscar trabalho fora e Anísia segue trabalhando com a lavoura e o artesanato. Passou seu conhecimento para as filhas que também a ajudam.
Sobre o território
Campo Alegre é distrito de Turmalina, alto do Jequitinhonha. O artesanato com a cerâmica nasceu na comunidade e foi levado mais tarde para Coqueiro Campo, outra comunidade próxima, pelas mulheres que para lá se mudaram. Assim, as artesãs das comunidades possuem laços estreitos umas com as outras, muitas são parentes ou possuem a mesma origem familiar, o que explica a grande semelhança do artesanato produzido nos dois locais. As técnicas utilizadas pelas artesãs sãos as mesmas e a estética possui as mesmas características.
Localização
📍 Turmalina / MG
Galeria
Crédito da foto: Theo Grahl