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Associação Aulukumã do Alto Xingu 
Arte e Artesanato Indígena

Associação Aulukumã do Alto Xingu 

Querência — MT

Donos de uma riqueza simbólica e artística, o povo Kalapalo produz diversas peças de cestaria, trançado, adornos em miçangas e conchas de caramujo que estão inseridos no uso cotidiano ou ritualístico.

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Endereço: Território Indígena do Xingu – TIX. Aiha Kalapalo, · CEP 78643-000

Sobre as criações

Donos de uma riqueza simbólica e artística, o povo Kalapalo produz diversas peças de cestaria, trançado, adornos em miçangas e conchas de caramujo que estão inseridos no uso cotidiano ou ritualístico.  

Com o kingi (buriti) produzem cestarias, redes tradicionais, kusu (cestos), tuahi (esteiras), suporte do tukanapi (cocar de uso ritual), agi (suporte sobre o qual se apoiam alimentos), além de abanos de palha de buriti usado no preparo da tapioca. Cada tipo de cestaria envolve um tempo de produção, que pode chegar a meses. O teçume inicia-se com a colheita da fibra do buriti na mata, que, após colhidas, são desfibradas e secas. A depender da temperatura, a secagem pode demorar mais ou menos – caso esteja quente, é mais rápido, se estiver chovendo, leva mais tempo. Após secas, são preparadas as tinturas, à base de corantes naturais, como urucum, jenipapo e carvão, para dar cor às fibras. Já tingidas, são trançadas durante horas, ou dias, dando origem à diversos objetos que acompanham o cotidiano ou tem usos específicos e restritos.  

As redes são uma das peças de produção mais longa e complexa: apenas algumas mulheres dominam todo o processo, que envolve o processamento da fibra de buriti de modo a produzir uma longa e fina fibra, que será trançada cuidadosamente até que se tornem redes, o que pode levar meses. 

Os ornamentos, feitos de miçangas de vidro, são produzidos pelas mulheres da aldeia, sendo uma das poucas produções com materiais adquiridos fora do território Kalapalo. Com cores fortes e desenhos autorais, enfeitam e embelezam o cotidiano do povo. 

Os grafismos são parte de uma linguagem artística única, que expressa uma cosmovisão complexa, que liga este e outros mundo, comunicam um modo de estar no mundo do qual os Kalapalo são guardiões. Cada grafismo tem significados e usos específicos, sendo alguns de uso restrito por certos membros da comunidade. 

Tahudjani Kalapalo afirma que “Os grafismos são de suma importância para a manutenção da nossa cultura. Cada grafismo tem significados e usos específicos, em um determinado tempo. Alguns grafismos são de uso restrito, tem uma história e um espírito que precisa ser respeitado”. 

Sobre quem cria

O povo Kalapalo é uma população indígena de cerca de 3000 pessoas, que vivem espalhados em 16 aldeias na região do Alto Xingu, no Território Indígena do Xingu. Falam a língua Kalapalo, que está dentro família linguística Karib. 

Sobre o território

Criado em 1961, há mais de 60 anos, o Parque Indígena do Xingu, atualmente denominado Terra Indígena do Xingu (TIX), foi a primeira grande terra indígena reconhecida no país, alcançando a extensão de 2.825 hectares. Fica no nordeste do Mato Grosso, em uma região de transição entre o Cerrado e a Amazônia, inserido na bacia do rio Xingu. Abriga diversas etnias indígenas – cerca de 16 povos distribuídos por todo o território. No coração do Brasil, o território delimitado é muito inferior àquele ocupado tradicionalmente pelos povos indígenas, na demarcação muitas de suas áreas foram liberadas para a expansão agrícola e são utilizadas atualmente pelo agronegócio. 

Localização

📍 Querência / MT

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Galeria

Crédito da foto: Tauana

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